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22 de Setembro de 2019

A Reforma da Previdência: Questão de Lógica ou Ideologia?

A repulsa ao atual governo provoca um grande sensacionalismo politico no que tange a proposta da reforma previdenciária.

Marcos Queiroz, Estudante de Direito
Publicado por Marcos Queiroz
há 3 meses

  “A reforma interessa a todo o Brasil, até para o servidor, porque se não reformar vai faltar dinheiro para pagar o servidor lá na frente...", disse o então presidente Jair Messias Bolsonaro em um evento realizado no interior de Goiás, onde completa dizendo: “O Brasil não pode continuar gastando mais do que arrecada. Acreditamos nós que, com a reforma aprovada, basicamente como foi apresentada, investimentos virão e nós podemos decolar na economia aqui no Brasil”.

 É visível um alvoroço na sociedade brasileira no que tange a proposta de reforma da previdência, o desencontro de opiniões acerca da necessidade desta mudança tende a complicar para o atual o governo a aprovação, não somente pelo congresso como pela população e a demora para a solução deste conflito continua a impactar os cofres públicos, onde foi necessário a aprovação de um crédito suplementar de 248 milhões para pagamentos do INSS, Bolsa Família, BPC e Plano Safra.

 Conforme a Agencia CNI de Noticias, atualmente os gastos com a previdência e assistência ocupa aproximadamente metade do orçamento da União e com o aumento da expectativa de vida dos brasileiros, estima-se que sem a reforma em 2026 esses gastos ocupem cerca de 82% do orçamento público, o que obviamente causaria aos demais setores do pais, como saúde, educação e segurança uma falta maior de investimento.

 Com os fatos que justificam a reforma da previdência, e cabe lembrar que ela é apenas o inicio para o equilíbrio financeiro do país, torna-se incompreensível a posição daqueles contrários à mudança previdenciária. Talvez movidos por um forte sensacionalismo, deixam se levar pela questão ideológica e não logica. Tudo bem ser oposição, ela é fundamental para o funcionamento da democracia, mas é preciso aceitar aquilo que vem como melhoria.

 Não é preciso falar muito para justificar a necessidade da mudança, é apenas preciso que se olhe com maior atenção para a economia brasileira, que já vem se enfraquecendo a anos, tendo também a certeza de que uma vez em crise, o prejuízo não é só do governo, apoiadores ou opositores, o prejuízo é para todos, seja em questão de desemprego, cortes de verbas ou falta de investimento.

  Convenhamos que não adianta ir as ruas contra a reforma, ou corte de verbas movidos apenas pela repulsa ao governo e ignorando a situação econômica do país, perdoem-me, mas isso não é nada mais que fanatismo politico! Que em momentos como este, sejamos do Brasil e não da direita ou esquerda.

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